Procuram-se motoristas

Evolução tecnológica e recordes nas vendas da indústria automotiva e na colheita de grãos no sul do país provocam carência de profissionais capacitados nas frotas
 
É verdade que são muitos os motoristas de caminhão que evoluíram para atender às novas exigências de direção dos veículos com sofisticada tecnologia embarcada. Porém, o número de bons profissionais no mercado não cresceu na mesma proporção das vendas da indústria automotiva e da última safra, o que prejudica as operações das empresas de transporte de cargas. Estimativas da Confederação Nacional do Transporte e da consultoria logística Pamcary apontam um déficit de mais de 70 mil motoristas profissionais de caminhão no Brasil.

O problema intensifica-se com o avanço tecnológico, aumentando o valor investido no caminhão, que somado ao da carga, é muito expressivo para deixar o veículo sob responsabilidade de um condutor despreparado. De 14 empresas entrevistadas para uma pesquisa do Instituto de Desenvolvimento do Transporte (IDT), nove responderam que falta de qualificação dos profissionais e tempo de experiência são fatores de impedimento para a admissão de novos motoristas. Assim, as transportadoras procuram por condutores capacitados para contribuir com variáveis de rentabilidade como desgastes e trocas sucessivas de componentes, entre outros custos de manutenção que depreciam a frota.

Nesse contexto, o crescimento vigoroso do agronegócio e da economia em 5% do PIB ocupa aqui a posição de herói e vilão da história, já que, ao mesmo tempo em que acelera as atividades de vários setores, principalmente os baseados na exportação de comodities, também pressiona a demanda rodoviária.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a colheita de grãos foi da ordem de 144,3 milhões de toneladas, 8,4% a mais do que a safra anterior. A expectativa de crescimento do agronegócio é de 5,8%, com previsão de movimentar R$ 647 bilhões, conforme números da Confederação de Agricultura e Pecuária (CNA).

Com isso, o mercado de máquinas agrícolas recebeu um grande estímulo motivado também pela recuperação da renda e crescimento das linhas de crédito que permitem aos empresários do agronegócio e transportadoras substituírem suas máquinas e veículos.

O otimismo é tanto que, de janeiro a julho, foram vendidas para o mercado interno 30.431 máquinas agrícolas, índice 50,8% maior do que em 2007, segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Em caminhões e ônibus, foram vendidos 84.569 unidades no mercado interno no primeiro semestre.

Descompasso

Os empresários brasileiros procuram ansiosamente por quem possa conduzir a frota de veículos que constitui o principal modal de transporte de mercadorias do país. Só em 2007, cerca de 585 milhões de toneladas transitaram pelas rodovias, 55% do total de cargas foram movimentados no país pela frota de caminhões, calculada em aproximadamente 1,8 milhão de veículos, segundo a Confederação Nacional dos Transportes (CNT).

Presidente da Associação Nacional do Transporte de Carga & Logística (NT&C), do Conselho Regional do Sest/Senat São Paulo, e diretor do grupo Fox Log TCB, Flavio Benatti afirma que o setor de transporte enfrenta o déficit de motoristas graças ao descompasso entre o avanço tecnológico dos veículos pesados e a especialização profissional. Ele aponta ainda o impacto cultural. “Há um fator relevante que é o desestímulo do jovem com relação à expectativa de ser um motorista de caminhão profissional”.

Ele atribui a falta de interesse ao fato de a população assistir ao noticiário sempre apontando o caminhoneiro como culpado por acidentes de trânsito, sem considerar que, embora seja um país continental, o Brasil tem 1,5 milhão de rodovias, porém somente 196 mil quilômetros são pavimentados, sendo que 75% têm problemas de sinalização e malha viária. Dificuldades de infra-estrutura que complicam o trabalho do motorista e que, para serem solucionadas, necessitam de investimentos do governo federal na ordem de R$ 25 bilhões para reconstrução ou restauração de pavimentos e conservação das rodovias brasileiras, conforme Pesquisa Rodoviária da CNT.

Além da carência de profissionais, os disponíveis nem sempre dão conta do recado. “O jargão técnico é que todo mundo sabe ocar o caminhão, mas é difícil encontrar um motorista que saiba usar todas as ferramentas e dispositivos adicionais”, afirma o supervisor da engenharia de serviços da Iveco, Carlos Souza.

Atitude

O presidente da NTC&Logística, Flavio Benatti, diz que há empresas do setor de transportes com 10% da frota parada no pátio por falta de motoristas capacitados, problema que precisa de soluções urgentes. “Com o crescimento do país nesse ritmo de 5% ao ano, aumenta a demanda do volume de cargas a ser transportado e o modal rodoviário gera muitos postos de trabalho para motoristas de caminhão, então precisamos acelerar a formação desses profissionais”.

Nesse sentido, ele alerta os empresários para a necessidade do entendimento que, mesmo pressionados pelos compromissos de fretes, é preciso incentivar os motoristas a realizarem cursos de formação e reciclagem. “Vemos que o empresário frotista não libera seu funcionário motorista para participar do treinamento para não parar o caminhão, mas isso não é rentável porque é a melhoria do profissional que trará ganhos de produtividade à empresa”, explica.

Coordenador do treinamento Master Driver da Scania, Valter Douglas Liotti recentemente enfrentou essa situação em Manaus, quando o número de motoristas de ônibus previstos no treinamento foi reduzido porque a empresa havia fechado um frete de última hora e o empresário priorizou o serviço, mesmo tendo agendado a ida do técnico com mais de um mês de antecedência.

Mas a mentalidade do empresariado está mudando. Prova disso é a pesquisa do Instituto de Desenvolvimento do Transporte (IDT), em 2007, em que nove de 14 transportadoras de carga listaram como aspectos fundamentais obtidos por meio de treinamento a formação sistêmica do profissional nas áreas sócio-familiar; a imagem perante o cliente, a melhor condução da carga e da descarga e a otimização de custos com a economia de combustível, manutenção do caminhão e diminuição de multas.

Outro complicador é que muitos empresários, na tentativa de solucionar a carência de profissionais, colocam operadores de máquinas agrícolas para conduzir os caminhões, o que não é indicado. “Uma coisa é dirigir um caminhão toco, de carroceria e 12 toneladas, mas as dificuldades são terríveis quando se dirige uma carreta de 75 toneladas, em manobras de curvas”, observa Carlos Souza, supervisor da engenharia de serviços da Iveco, que oferece a preparação da entrega técnica e o Programa Top Driver para os clientes de veículos com mais 25 mil quilômetros rodados.

A falta de capacitação custa caro em curto prazo, tanto no quesito segurança do motorista quanto da carga transportada. Dados da Volvo – que esse ano lançou o Programa Transformar, voltado para o comprometimento dos motoristas com um trânsito mais seguro nas estradas – apontam que o despreparo somado aos problemas de infra-estrutura rodoviária provocam 91 mil acidentes por ano. As ocorrências resultam na morte de aproximadamente 12 mil pessoas, sendo 4 mil de motoristas de caminhões. No total, o Brasil perde em torno de R$ 22 bilhões por ano com acidentes, dos quais R$ 10 bilhões são em prejuízos no transporte rodoviário de carga, valor que ultrapassa o montante de R$ 1 bilhão de perdas com o roubo nas estradas.

Treinamentos de motoristas, campanhas de conscientização, premiações e adequação dos veículos ao tipo de operação são algumas ações que a Ramos Transportes realiza para incentivar seus 570 motoristas a dirigir com segurança e de forma mais econômica, evitando o desgaste do caminhão.

A empresa conseguiu reduzir as quebras mecânicas e melhorar o consumo de combustível da média de 2,30 quilômetros por litro para 2,65 nos veículos de transferência, que são caminhões utilizados nos transportes de longa distância. Em um trecho como São Paulo e Recife, isso representa uma economia de R$ 11.730,52.

Para driblar a falta de motoristas no mercado, a Ramos investe R$ 100 mil anuais no treinamento de 200 profissionais no instituto Fabet e, como aposta na prata da casa, criou uma escola de direção para dar chance a funcionários do próprio grupo que tenham interesse nas vagas. A empresa conta também com consultoria da escola Centronor e facilita até o investimento na emissão ou renovação de carteira profissional. “Temos carregadores que passaram a ser motoristas porque vislumbraram uma oportunidade de carreira em uma profissão que antes era hereditária, passava de pai para filho”, comenta o gerente nacional de frotas da transportadora, Ademir Freitas.

Manutenção

Como os caminhões novos são equipados com motores eletrônicos, exigem do motorista uma condução mais técnica, de acordo com Sérgio Beraldo, gerente de desenvolvimento da rede Volkswagen Caminhões e Ônibus, que oferece o Treinamento de Condução Econômica aos frotistas clientes. “A própria configuração do caminhão articulado, o bitrem, também requer uma habilidade adicional do motorista; portanto, a cada nova tecnologia você tem de prepará-lo para conseguir a melhor performance do caminhão”.

Nos grupos aprimorados no Serviço Nacional de Aprendizagem no Transporte (Sest/Senat) os resultados em ganhos de produtividade e consumo ficaram visíveis, com menos gastos em pneus e componentes de freios e melhor conservação de peças em geral, segundo Benatti.

Supervisor da engenharia de serviço da Ford Caminhões, Willian Yuki explica que para transferir a grande quantidade de informações sobre os recursos tecnológicos, economia, performance e durabilidade dos caminhões aos motoristas, a montadora tem investido na entrega técnica. A Ford envia uma unidade móvel à frota: um caminhão para uso didático com simuladores de motores para que eles entendam o funcionamento e o que ocorre em caso de falhas.

Na Iveco, a entrega técnica também envolve habilidades e capacidades do motorista requeridas pelo caminhão com mais recursos eletrônicos, que mudam a forma de dirigir de quem passou a vida dentro de um veículo com motor e sistemas mecânicos. “Há alguns cuidados com o acelerador no veículo eletrônico, que é mais macio, e a operação é delicada. Há regulagens da coluna de direção e do banco, controles nos painéis e vários componentes eletrônicos que exigem a leitura apurada do manual do veículo”, afirma o supervisor da engenharia de serviços da Iveco, Carlos Souza.

Uma das recomendações da montadora para uma condução econômica, por exemplo, refere-se ao uso do piloto automático somente nas estradas retas. “Nas acidentadas, o consumo de combustível será muito maior do que se usar o modo manual”, exemplifica.

Coordenador do programa de desenvolvimento de motoristas da Volvo, Edgar Guollo completa dizendo que muitos motoristas não sabem que o objetivo de usar o piloto automático em retas planas é manter uma constância de velocidade e que, em caso de aclives, o próprio computador injetará mais combustível. “Com isso, o motorista vai acumulando pequenos gastos a mais de combustível que, somados ao final da viagem, ficam grandes”, analisa.

Ele também explica que deve-se otimizar o uso da transmissão automática em determinados trechos, colocando em modo mecânico. “O motorista é o gerenciador das mudanças do contexto que está passando na rodovia, e deve ter visão de quais atitudes tomar em determinadas circunstâncias, como uma chuva na pista, que exige um tipo de condução específica”.

O motorista mais antigo também tem vícios de direção que elevam os custos da manutenção. “Ele pisa duas vezes para trocar de marcha, porque antigamente a caixa de câmbio não tinha sincronizador e precisava desse procedimento. Hoje, não há mais necessidade, mas alguns motoristas estão condicionados”.

Acelerar para depois desligar o veículo é outro erro que veio do caminhão a gasolina, procedimento que servia para encher o carburador, mas que hoje danifica o turbo do motor.

Além da mudança de comportamento, na Scania os treinamentos preparam motoristas para serem multiplicadores dessas informações para outros profissionais na concessionária ou na frota. No Master Driver, os multiplicadores das concessionárias que levam o treinamento ao cliente passam 40 horas em curso na fábrica da montadora em São Bernardo do Campo (SP). Outra iniciativa treina motoristas na frota durante 16 horas.

Retorno

Mesmo preso na encruzilhada entre priorizar o transporte ou o treinamento do motorista, uma vez que o primeiro garante a continuidade da empresa e o segundo que a operação seja feita com economia, o frotista conta com instrumentos para medir o resultado da capacitação dos funcionários.

Segundo o supervisor da engenharia de serviços da Iveco, Carlos Souza, durante o treinamento o frotista já percebe a economia de 5 a 8% na média de consumo de combustível, índice que aumenta para 10% com a continuidade do que foi aprendido. A economia também é perceptível no aumento em até 30% da vida útil do sistema de freios, e 15% a 20% na de pneus. “Se ele troca a lona de um caminhão em 150 mil quilômetros, depois do treinamento chegará a 200 mil. O próprio motorista treinado percebe que está o desgaste está menor”.

Na Scania, o cliente pode mensurar o resultado do treinamento através do rastreador Íris, que tem uma interface voltada ao gerenciamento de frota. Mas ainda há algumas dificuldades para monitorar o desgaste de equipamentos. “Troca de marcha, consumo de combustível e velocidade média são dados tangíveis, mas quem faz controle manual não tem como medir os que dependem dos hábitos de direção dos motoristas e que aumentam a vida útil de sincronizador de caixa, embreagem, servo master e cilindro escravo, poupados quando menos usados”, detalha o coordenador do treinamento Master Driver, da Scania, Valter Douglas Liotti.

Já os clientes da Volkswagen que enviam os motoristas para o Treinamento de Condução Econômica, com informações de manutenção diária e segurança, recebem dados da métrica de eficiência dos profissionais treinados em ganho de consumo do combustível. Eles também continuam o controle com a telemetria Volksnet, que permite acompanhar como o motorista conduz o veículo online. “Isso facilita muito, porque a empresa tem gráficos que mostram quantos quilômetros ele dirigiu pisando no freio”, informa o gerente de desenvolvimento da rede Volkswagen Caminhões e Ônibus, Sérgio Beraldo.

Perfil 

Cada empresa tem sua própria exigência para contratar os motoristas, porém alguns pontos são comuns entre as transportadoras. Para identificar outras necessidades de qualificação profissional dos condutores de veículos de transporte de cargas, o Instituto de Desenvolvimento do Transporte (IDT) realizou uma pesquisa, em 2007, com 14 empresas do segmento que operam com frotas de veículos com tecnologia embarcada e motores eletrônicos.

Metade dos empresários acredita que a atividade do motorista afeta a empresa nos custos operacionais, como manutenção do veículo e consumo de combustível. Eles afirmaram ainda que sem um motorista comprometido, capacitado, respeitador das leis de trânsito e disposto atender às necessidades dos clientes, a empresa não tem o resultado esperado. Entre as características profissionais e de personalidade mais importantes para o motorista, os empresários citaram tranqüilidade, pró-atividade, ser comunicativo, ter hábitos saudáveis, responsabilidade, experiência compatível com o trabalho, conhecimentos em mecânica e das estradas. Quanto aos pré-requisitos para contratar os profissionais, é fundamental ter o ensino médio, idade entre 25 e 60 anos, e cursos de Movimentação e Operação de Produtos Perigosos (MOPP) e Direção Defensiva.

O supervisor da engenharia de serviços da Iveco, Carlos Souza, também percebe que as transportadoras estão priorizando a contratação de motoristas mais dispostos a aceitar as informações de tecnologia e que estejam aptos ao manuseio dos equipamentos, como o computador de bordo. “O pessoal até 40 anos é mais receptivo a novas informações como o ‘débito nulo’, quando o caminhão desce engrenado em declive, sem consumir combustível, e você aproveita para fazer a média de quilometragem”. Sobre este exemplo, Souza diz que os motoristas mais antigos rejeitam a idéia e preferem descer em banguela, elevando a rotação do motor para lubrificar a caixa de câmbio – só que assim gastam mais combustível e conduzem perigosamente.

Procedimentos identificados com o passado não fazem de um motorista experiente um bom motorista. É preciso reciclar conhecimentos, superar conceitos antigos e estar pronto para a inovação. Como se vê, o mercado está de braços abertos aos profissionais que treinam, se modernizam e entendem as necessidades do empregador.

 

Mulheres ao volante

Usina Água Bonita comemora bons resultados após entregar o volante de seus caminhões a um time de mulheres

Na Usina Água Bonita, em Tarumã (SP), lugar de mulher é no volante. Depois de procurar sem sucesso por motoristas, o diretor agrícola Germano Holzhausen Neto decidiu abrir as vagas para o público feminino e passou a treiná-las e contratá-las para operar os caminhões de transporte de cana, uma atividade até então predominantemente masculina. “Optamos por dar uma oportunidade e elas, que se mostraram mais cuidadosas e atenciosas, e isso contribui com a preservação do caminhão”, afirma a psicóloga Cleide Aizzo, que participou do projeto incluindo as profissionais nesse novo universo. A iniciativa teve tanto sucesso que foi transformada em escolinha de formação de motoristas femininas na cidade.

Por serem mais zelosas, as mulheres percebem qualquer anomalia no veículo mais rapidamente e alertam a equipe de manutenção, conforme avalia o coordenador do programa de desenvolvimento de motoristas da Volvo, Edgar Guollo, que recentemente treinou a primeira motorista da transportadora Nova Era, em Novo Hamburgo (RS).

Com base no que tem escutado nas frotas clientes, o gerente de desenvolvimento da rede Volkswagen Caminhões e Ônibus, Sérgio Beraldo, diz que o índice de acidente na condução das mulheres também tende a ser menor graças a esse traço da personalidade feminina. “Na condução, elas fazem exatamente o que aprenderam no treinamento, sem vícios da experiência”, acrescenta o supervisor da engenharia de serviços da Iveco, Carlos Souza. “Elas passam por uma valeta com calma, porque têm consciência de que, se entrarem forte em um buraco, a suspensão poderá quebrar, e isso impacta na manutenção. E como pensam mais à frente, sempre olham o estado de pneu e óleo”, completa o instrutor da Ford Caminhões, Antonio Comitre.

Presidente da Associação Nacional do Transporte de Carga & Logística (NT&C), do Conselho Regional do Sest/Senat São Paulo, e diretor do grupo Fox Log TCB, Flavio Benatti lembra que essas características positivas levaram as companhias de seguro a oferecer taxas mais acessíveis quando o motorista é mulher, porém sua contratação não deve ser apenas uma resposta ao déficit de profissionais. “E sim pela competência que estão demonstrando na função, não só nas usinas, como em muitas empresas na coleta e entrega nos grandes centros urbanos”, diz.

 

Desafios na direção

  • 54,5% da malha rodoviária pesquisada encontra-se com o pavimento em estado regular, ruim ou péssimo, totalizando 47.777 km;
  • 65,4% da extensão pesquisada apresenta sinalização com problemas (57.253 km);
  • 8,5% da extensão possui placas total ou parcialmente cobertas pelo mato (7.462 km);
  • 39% da extensão possui placas com a legibilidade deteriorada (31.880 km);
  • 37,5% da extensão não possui placas de limite de velocidade (32.815 km);
  • Fonte: pesquisa Rodoviária CNT, edição 2007.

 

 Motorista Ideal 

De acordo com pesquisa do Instituto de Desenvolvimento do Transporte (IDT), de 2007, as características mais desejadas pelas transportadoras de carga para um motorista, por item mais votado, são:

  • Que tenha conhecimentos técnicos e operacionais (5)
  • Respeitador e conhecedor das leis e regras internas e externas (3)
  • Que seja íntegro e que tenha moral (3)
  • Que tenha família (3)
  • Que seja honesto (3)
  • Que possua grau de escolaridade médio (3)
  • Que tenha hábitos saudáveis (2)
  • Prestativo (2)
  • Aquele que se vê como dono do próprio negócio (2)
  • Boa apresentação (2)
  • Idade acima de 35 anos (2)
  • Que dirija defensiva e economicamente (2)
  • Que tenha equilíbrio emocional e que saiba lidar com situações estressantes do trânsito e horário de entrega da carga para o cliente (2)
  • Pró-ativo (2) 

 

 Gerenciamento de risco


Recém-lançado no mercado, o novo programa de desenvolvimento de motoristas da Volvo, o TransFORMAR, é baseado no gerenciamento de riscos da viagem e está focado no comportamento do condutor. Todo o treinamento é executado levando-se em consideração o cotidiano do motorista – o veículo, o contexto e o local, que segundo a montadora são os três principais elementos nas situações do dia-a-dia do condutor. Durante uma semana, os motoristas recebem informações sobre a importância de  conhecer o melhor possível estes três itens, a começar pelo veículo – suas características técnicas e a carga que transporta. “Mas, tão importante quanto o caminhão, é necessário conhecer o contexto que envolve o condutor e outras essoas envolvidas na viagem: as condições do motorista e do meio ambiente, dos passageiros, dos pedestres, enfim, tudo o ue atua naquele momento”, afirma Nereide Tolentino, especialista em trânsito e educação e coordenadora pedagógica do programa.

ima0002370000000885Fonte: pesquisa do Instituto de Desenvolvimento do Transporte (IDT), 2007.

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Treinamentos 

  • Centronor – Centro de Treinamento da Região Nordeste do Rio Grande do Sul – Programa: curso para motorista com duração de cinco dias, com uma carga horária total de 44 horas.
    Informações no (54) 3231 6674 ou www.centronor.com.br
  • Fabet – Fundação Adolpho Bosio de Educação no Transporte – Programas: Caminhão Escola Básico (para profissionais com carteira C, D ou E); Avançado; Distribuição; curso para instrutores, transportadores e assessoria in Company
    Informações no (11) 2197-8289 ou www.fabet.com.br
  • Ford – Entrega Técnica – Temas: condução que incluem informações de manutenção, para maior economia, performance e durabilidade dos caminhões. O treinamento é realizado por técnicos das concessionárias.
    Informações nas concessionárias, no 0800 703 3673 ou www.ford.com.br
  • Iveco – Top Driver – Programa de Condução Econômica – Temas: condução econômica, trem de força, inércia, cargas, composições veiculares, conta-giros, sistema de freios.
    Informações nas concessionárias, no 0800 702 3443 ou www.iveco.com.br
  • Scania – Master Driver – treinamento de multiplicadores.
    Informações nas concessionárias ou www.scania.com.br
  • Volkswagen – Treinamento de condução econômica realizado por técnicos das concessionárias. Em casos específicos, o treinamento pode ser feito pelos instrutores da fábrica.
    Informações nas concessionárias ou www.vwonibus.com.br
  • Volvo – Entrega Técnica; Revisão Técnica após quatro semanas da entrega; condução econômica de combustível e freios; Transformar.
    Informações nas concessionárias ou pelo telefone (41) 3317-8077, no departamento de Desenvolvimento de Competências Comerciais.

 

 Perla Rossetti

perla@novomeio.com.br
Enviado pela Ediotra Novo Meio da Revista Mais Diesel

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Motorista de Ônibus

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